Jejum Intermitente: erros mais comuns e benefícios

O erro mais comum é achar que o Jejum permite comer o que quiser, cometendo excessos alimentares dentro da janela da alimentação. Se na primeira refeição introduzir .açúcares ou mesmo hidratos de carbono que rapidamente se transformam em açúcares, o seu corpo vai automaticamente transformar esses alimentos em calorias que, se não forem usadas, irão ser acumuladas sob a forma de gordura na tentativa de repor a que foi gasta durante o período de jejum.

Quais os principais benefícios do jejum intermitente para a saúde?

As alterações no metabolismo provocadas pelo respeito de algumas horas sem comer
são enormes e muitas delas comprovadas pela investigação sobre os mecanismos de
autofagia do Japonês, Yoshinori Ohsumi que deu origem a um prémio Nobel da Medicina em 2016.

Para além do incremento dos processos de autofagia (eliminação de celulas danificadas
e lixo celular), que ocorre passado algumas horas sem comer, quando não comemos e introduzimos alternância de períodos em que nos alimentamos com períodos contínuos de jejum, induzimos uma alteração e reprogramação metabólica com o aumento da produção da hormona de crescimento.

A baixa dos níveis de glicose e de insulina que acontecem após algumas horas de
jejum, determinam uma melhoria nos recetores da insulina e na resistência periférica a
esta hormona produzida pelo pâncreas. Esta alteração da sensibilidade dos recetores
induz estados inflamatórios presentes nas doenças modernas, como diabetes, doença cardiovascular, autoimunes.

Em jejum e níveis baixos de açúcar há também um aumento da produção do BDNF
(factor neurotrófico derivado de cérebro), esta proteína fabricada pelos neurónios é
indispensável na formação de novos neurónios (Neurogénese) e na plasticidade
cerebral, protegendo assim contra doenças neurológicas e degenerativas do sistema
nervoso, como Alzheimer, Parkinson entre outras.

Outra repercussão é o aumento da produção da hormona de crescimento tão
necessária e importante no processo de envelhecimento.
Relativamente ao peso, não podemos afirmar que o jejum intermitente por si só
emagrece.

 

O Jejum não é mais uma dieta, mas sim um estilo de vida que tem inúmeras implicações na melhoria da saúde, aumento da vitalidade e longevidade.

 

É possível perder peso com o Jejum Intermitente, mas apenas se as pessoas adotarem medidas nutricionais corretas durante a janela em que se alimentam. De acordo com a minha experiência, a introdução de períodos de jejum modula a fome e efetivamente a maioria das pessoas fica com menos fome. Esta alteração no apetite deve-se a vários fatores que são normalizados durante o jejum, entre eles a melhoria da resistência
periférica à leptina, hormona produzida pelo adipócito e responsável pela sensação de
saciedade.

Poderá saber mais sobre o Jejum Intermitente e os seus benefícios no meu livro O Poder do Jejum Intermitente e poderá inclusive juntar-se ao meu grupo do Facebook O Poder do Jejum Intermitente.

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